A batalha entre
Activision e
Electronic Arts pelos fundadores da
Infinity Ward, empresa responsável por
Call of Duty, está para sair do ramo da briga de quintais para um verdadeiro julgamento. A
Suprema Corte da Califórnia definiu que o processo da
Activision no valor de US$ 400 milhões contra a
Electronic Arts tem um embasamento forte o suficiente para seguir adiante.
Call of Duty: Modern Warfare 2 (Foto: Divulgação) O desentendimento começou quando Jason West e Vince Zampella, fundadores da
Infinity Ward, foram demitidos e processaram a
Activision, dizendo que a demissão seria para que a empresa não precisasse pagar US$ 36 milhões em
royalties pelo sucesso de
Call of Duty: Modern Warfare 2.
A
Activision então revidou em dezembro processando os dois criadores e a
Electronic Arts, por interferência de contrato. A
EA requisitou que o processo fosse indeferido por falta de evidências, mas o juiz Elihu Berle indeferiu apenas uma das quatro alegações do processo, a única alegação que não será levada adiante é a de que Jason e Vince já estivessem conversando com a
Electronic Arts enquanto eram empregados da
Activision, o que feriria cláusulas de seus contratos.
Depois de saírem da
Infinity Ward, Jason West e Vince Zampella fundaram a
Respawn Entertainment, que contou com a presença de quase cinquenta ex-funcionários da
Infinity Ward que pediram demissão logo após a saída deles. Desde então a empresa firmou uma parceria com a
Electronic Arts, onde o Presidente da empresa, Frank Gibeau comentou que a oportunidade caiu no colo deles após a demissão dos dois.
Jason e Vince já chegaram a acusar a
Activision de estar arrastando o processo para que os valores gastos excedessem as capacidades deles. A imagem da empresa sem dúvida fica severamente abalada com esse tipo de acusação, o que poderia levar a mais processos futuramente.
Activision e
Electronic Arts se encontrarão em julgamento a partir de maio.
Via
GamaSutra
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